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Monkeypox: confira orientações para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da doença

A Firjan elaborou uma nota técnica com a finalidade de apresentar orientações assistenciais, epidemiológicas e laboratoriais, úteis para a gestão de emergência da doença monkeypox, sobretudo para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a monkeypox é uma doença viral de caráter zoonótico, ainda sem reservatório conhecido, cuja transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com fluidos corporais ou lesões de pele de pessoas infectadas ou ainda por contato com objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama.

A transmissão por meio de gotículas geralmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos pessoas com maior risco de infecção.

A população em geral pode se prevenir fazendo o uso de máscara e com higienização das mãos.

A Firjan esclarece que as orientações aqui descritas inclui informações baseadas nas evidências disponíveis, podendo ser atualizadas a qualquer tempo, mediante novas evidências sobre a evolução da doença.

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O que fazer em caso de suspeita e monitoramento

Caso o trabalhador apresente lesões de pele, ou quaisquer dos outros sintomas suspeitos, deve ser orientado a procurar preferencialmente a Unidade Básica de Saúde (UBS) municipal.

No momento do acolhimento, o paciente deverá receber uma máscara cirúrgica, com orientação quanto ao correto uso, e conduzido para uma área separada dos outros usuários.

Conforme as orientações do Plano de Contingência Nacional, todos os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem seguir isolamento, com monitoramento por um período de 21 dias, a partir do último contato, para qualquer sinal ou sintoma.

Sinais e sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença geralmente evolui de forma benigna e os sinais e sintomas duram de 2 a 4 semanas, com o período de incubação durando de 6 a 16 dias, podendo chegar até a 21 dias. A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais.

O Ministério orienta que pacientes com erupção cutânea característica devem ser investigados para monkeypox mesmo que outros testes sejam positivos, de forma que seja considerada a possibilidade de coinfecção.

Tratamento e vacinação

De acordo com a Anvisa, não existe até o momento nenhum tratamento específico para a infecção pelo monkeypox vírus e os sintomas geralmente desaparecem naturalmente, sendo importante cuidar da erupção deixando-a secar ou, se necessário, cobrir com um curativo úmido para proteger a área afetada.

O tratamento atual proposto é baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e prevenir sequelas. Ainda segundo informações da Anvisa, a vacinação contra a varíola demonstrou eficácia de 85% na prevenção, proteção ou atenuação da doença. No entanto, deve-se notar que a vacinação contra a  varíola terminou em 1980; depois disso, a doença foi declarada erradicada.

Essas vacinas não estão mais disponíveis no mercado para a população em geral, e como até o momento os casos de monkeypox ainda são considerados raros, a vacinação universal não é indicada. Além disso, é importante ressaltar que ainda não existem vacinas contra monkeypox registradas no Brasil.

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Fonte: Firjan.